<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Bidjibah &#187; letters</title>
	<atom:link href="http://bidjibah.net/category/letters/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://bidjibah.net</link>
	<description>Looking into the future one day at a time.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 05 Oct 2009 10:09:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Doze meses</title>
		<link>http://bidjibah.net/2009/03/doze-meses/</link>
		<comments>http://bidjibah.net/2009/03/doze-meses/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 11:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[letters]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bidjibah.net/?p=205</guid>
		<description><![CDATA[Tendo em conta que as nossas criações não nos pertencem, esta &#8220;vai para o ar&#8221; sem permissão e será censurada posteriormente, se assim for entendido. No entanto, existem dedicatórias que devem ser públicas, ou tão públicas quanto este blog permitir&#8230; Nunca me considerei poeta, mas sempre gostei do desafio da rima e do verso. Além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tendo em conta que as nossas criações não nos pertencem, esta &#8220;vai para o ar&#8221; sem permissão e será censurada posteriormente, se assim for entendido. No entanto, existem dedicatórias que devem ser públicas, ou tão públicas quanto este blog permitir&#8230;</p>
<p>Nunca me considerei poeta, mas sempre gostei do desafio da rima e do verso. Além disso, o amor tem sempre algo de piroso e lamechas&#8230; tanto mais quanto mais puro for o amor&#8230;ou maior a alcolémia!</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>escrevo-te aqui sentado,<br />
sob um lindo luar,<br />
enquanto mesmo ao meu lado,<br />
tenho um Juca a pastar</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>pergunto-me seriamente<br />
qual é a minha intenção,<br />
respondo que quero mesmo<br />
falar-te com emoção.</em></p>
<p><span id="more-205"></span><br />
<a href="http://www.shadowscapes.com/Tarot/cards.php?suit=1&amp;card=10"><img class="alignleft size-full wp-image-236" title="Page of Wands by Puimun" src="http://bidjibah.net/wp-content/uploads/2009/03/page_of_wands_by_puimun.jpg" alt="Page of Wands by Puimun" width="250" /></a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>parvoíces jurei não dizer,<br />
mas parvoíces por aqui lês.<br />
perdoa-me esta fraqueza,<br />
sou mais do que aquilo que vês.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>passar a noite acordado<br />
em alcoólica inspiração,<br />
trazer-te um sorriso ao rosto<br />
alegra-me o coração.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>cresci por aqui a ouvir<br />
um rugido ao amanhecer,<br />
ouço-o agora, um sinal,<br />
para em canção te enaltecer.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>canto só de te ver,<br />
o teu sorriso procuro,<br />
quando te ouço cantar<br />
ilumina-se o escuro.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>louco me deixa o teu cheiro,<br />
com os teus olhos pintados deliro,<br />
pra não falar dos teus seios<br />
e de tudo o que mais não digo.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>desculpa o atrevimento,<br />
mas tenho de esclarecer,<br />
não preciso aquecimento,<br />
tu completas o meu ser</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>de musa inspiradora<br />
a companheira infatigável,<br />
não quero definições,<br />
quero estar a teu lado.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>exponho-me de livre vontade<br />
à faca do teu sentimento<br />
se cortas não é por maldade<br />
e por isso nada lamento.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>ainda a noite o céu recobre,<br />
cantam pássaros de tédio,<br />
despeço-me em rimas pobres,<br />
desta caixa de remédios.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>escrevo em quadras simples,<br />
doze por doze meses,<br />
muitas mais escreveria,<br />
gosto de ti&#8230;</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bidjibah.net/2009/03/doze-meses/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bizarro</title>
		<link>http://bidjibah.net/2009/03/bizarro/</link>
		<comments>http://bidjibah.net/2009/03/bizarro/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[letters]]></category>
		<category><![CDATA[bizarre]]></category>
		<category><![CDATA[bizarro]]></category>
		<category><![CDATA[fiction]]></category>
		<category><![CDATA[short story]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bidjibah.net/?p=89</guid>
		<description><![CDATA[Oi! Hoje escrevo-te sobre Bizarro. Não deixa de ser curioso como há algum tempo ria-me daqueles autores que escrevem cartas às famílias a dar notícias dos personagens das histórias, mas agora compreendo como podem ajudar. Para além disso, serve para te mostrar que não estou apenas sentado a coçar o rabo! Bizarro teve uma vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi!</p>
<p>Hoje escrevo-te sobre Bizarro. Não deixa de ser curioso como há algum tempo ria-me daqueles autores que escrevem cartas às famílias a dar notícias dos personagens das histórias, mas agora compreendo como podem ajudar. Para além disso, serve para te mostrar que não estou apenas sentado a coçar o rabo!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/luc_viatour/2586540491/"><img class="alignright" title="Lune et nuages en noir et blanc" src="http://farm4.static.flickr.com/3266/2586540491_4ab5fcb219_m.jpg" alt="Luc Viatour © GFDL" width="240" height="148" /></a>Bizarro teve uma vida digna de nota, não no sentido que a vida dele tenha marcado a História, nem de um país, nem da aldeia onde passou a maior parte da sua vida, nem sequer da maioria das pessoas que o conheceram. Foi digna de nota porque o destino, ou outra entidade/divindade/força inexplicável pela ciência, decidiu contar através dele, não um história, mas muitas. Dizer que Bizarro não teve controlo nenhum sobre os eventos que fizeram dele notícia não está longe da verdade, mas achar que isso denota alguma fraqueza de carácter está. Bizarro lutou tanto quanto lhe foi possível contra o destino que a sorte lhe escolhera, como posso testemunhar pela história que assisti.</p>
<p>Aos oito anos de idade, uma tripla avaria; no motor do carro em que seguia; na cancela da passagem de nível; nos travões do comboio que passava, levaram-lhe os pais, a irmã mais velha e o gato de estimação. Bizarro sobreviveu, contra todas as expectativas dos médicos, que se mostraram muito desapontados. Com a cara desfigurada, coxo de uma perna e aleijado da outra, fez notícia no canto inferior da página 18 do jornal &#8220;O Crime&#8221;. Valeu-lhe a alcunha, que teria assumido como nome oficial numa noite louca aos 18 anos, caso houvesse um notário à mão de semear. Orfão e condenado a aparecer nas fotografias da cintura pra cima e do pescoço pra baixo, o golpe final foi ser enviado para morar com uma prima em segundo grau numa longínqua aldeia no meio da serra. Poupou imenso dinheiro ao estado, mas a infância de Bizarro acabou aí.</p>
<p>Envio-te estes trechos curtos, antes que se percam na memória ou fujam das próprias páginas do caderno. As histórias são danadas nesse sentido&#8230;</p>
<p>Beijinhos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bidjibah.net/2009/03/bizarro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
